O preenchimento facial com ácido hialurônico pode proporcionar resultados naturais, mas algumas intercorrências podem surgir após o procedimento. Nesses casos, o profissional pode considerar a hialuronidase para degradar o ácido hialurônico e auxiliar na redução do preenchimento, especialmente quando a ultrassonografia pode contribuir para localizar o produto e planejar a conduta.
O que é a hialuronidase?
A hialuronidase é uma enzima capaz de degradar o ácido hialurônico. Por isso, o profissional pode utilizar a hialuronidase para reduzir ou reverter um preenchimento realizado com esse material.
Sua aplicação pode ser considerada em situações como excesso de produto e algumas complicações relacionadas ao preenchimento.
No entanto, a aplicação precisa ser planejada de acordo com a localização e a quantidade do ácido hialurônico presente nos tecidos. É justamente nesse ponto que a ultrassonografia pode contribuir para uma abordagem mais precisa.
Quando um preenchimento pode precisar de reversão?
Alterações após o preenchimento nem sempre significam que houve um erro no procedimento.
Entre as situações que podem levar à necessidade de avaliação estão:
- Nódulos ou áreas endurecidas;
- Assimetria persistente;
- Acúmulo ou excesso de ácido hialurônico;
- Irregularidades no contorno facial;
- Edema persistente;
- Suspeita de complicações relacionadas ao preenchimento.
A avaliação médica é fundamental para identificar a causa da alteração e definir a melhor conduta para cada caso.
Além disso, nódulos, edema e assimetrias podem ter diferentes causas, como excesso de produto, inflamação, infecção, granuloma ou fibrose. A hialuronidase só deve ser considerada quando houver indicação e evidência de que a alteração esteja relacionada ao ácido hialurônico.
Por que o ultrassom pode fazer diferença?
O ácido hialurônico aplicado durante um preenchimento não fica necessariamente em uma única camada. Ele pode estar localizado em diferentes profundidades e distribuído de maneira irregular.
A ultrassonografia facial pode auxiliar na identificação e na localização do produto, dependendo de suas características, da profundidade e da experiência do examinador.
Dor intensa, alteração da coloração da pele, palidez, manchas arroxeadas, alteração visual ou sintomas neurológicos após o preenchimento exigem atendimento médico imediato. A investigação por imagem não deve atrasar o tratamento de uma possível complicação vascular.
Dessa forma, o exame pode ajudar o profissional a compreender melhor o que está acontecendo antes de definir a aplicação da hialuronidase.
Com as informações obtidas pelo ultrassom, podem ser avaliados:
- A localização do ácido hialurônico;
- A profundidade em que o produto está;
- A extensão do depósito;
- A relação do produto com estruturas anatômicas próximas;
- A presença de alterações nos tecidos.
Essa avaliação contribui para uma conduta mais direcionada, especialmente em casos nos quais não é possível determinar apenas pelo exame clínico onde o produto está localizado.
A proposta não é apenas aplicar a enzima, mas associar a avaliação clínica à informação obtida por imagem para tornar a conduta mais precisa.
A imagem também pode ajudar no acompanhamento
A ultrassonografia não se limita ao momento da aplicação da hialuronidase. Ela também pode contribuir para o acompanhamento do caso.
Quando há exames comparáveis, a avaliação por imagem pode auxiliar na comparação da região antes e depois da intervenção e na avaliação da resposta ao tratamento.
Isso pode ser especialmente útil quando o quadro exige acompanhamento ou quando há necessidade de mais de uma abordagem.
Assim, o ultrassom pode participar de diferentes etapas da condução de uma intercorrência relacionada ao preenchimento facial.
Ultrassonografia na Blume
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Conclusão
Por fim, nódulos, assimetrias e edema persistente após o preenchimento facial merecem avaliação adequada antes de qualquer tentativa de correção. Quando o material utilizado é o ácido hialurônico, a hialuronidase pode ser uma alternativa para reduzir ou reverter o produto, quando houver indicação.
A ultrassonografia facial pode auxiliar na localização do ácido hialurônico e na avaliação de sua relação com os tecidos, oferecendo informações importantes para o planejamento da conduta.
Por isso, associar a avaliação clínica à ultrassonografia, quando indicada, pode contribuir para um planejamento mais individualizado da conduta.